A Prefeitura de Campo Grande iniciou, nessa segunda-feira (3), a Semana de Mobilização contra o Aedes aegypti com uma força-tarefa que levará agentes de endemias a mais de 17 mil imóveis até o próximo sábado (8). A ação intensifica as medidas de prevenção e combate à Dengue, Zika e Chikungunya em todas as regiões da Capital, reforçando a vigilância diante do aumento de casos registrado em diferentes localidades do país.

Durante a mobilização, as equipes de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) realizam manejo ambiental, aplicação de inseticida por UBV (fumacê), atividades educativas e o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta que permite identificar as áreas com maior infestação do mosquito e direcionar as estratégias de combate na Capital.

Ao longo da semana, os agentes percorrerão os bairros para orientar a população, reforçar os cuidados necessários à prevenção e coletar dados que subsidiarão o planejamento das próximas ações de controle.
O gerente de Combate às Endemias Vetoriais da Sesau, Rubens Bitancourt, explica que o LIRAa é uma ferramenta essencial porque identifica as regiões com maior presença do mosquito e direciona os trabalhos de intervenção.
“Além das ações de rotina, estamos realizando o LIRAa para monitorar os índices de infestação do Aedes aegypti em Campo Grande. Essas informações permitem que o município atue de forma mais rápida e eficiente nas áreas com maior risco, fortalecendo o combate ao mosquito”, destacou.
Dados epidemiológicos
De acordo com o mais recente informe epidemiológico da Sesau, Campo Grande registrou, até a 29ª semana epidemiológica de 2026, 1.364 notificações de dengue, sem casos graves ou óbitos confirmados. No mesmo período, foram contabilizados um caso confirmado de Zika e 37 casos confirmados de Chikungunya, também sem registros de óbitos. Os dados reforçam a importância da manutenção das ações contínuas de vigilância, prevenção e combate ao mosquito em todas as regiões da Capital.

Educação em Saúde
Paralelamente às ações de monitoramento e controle, a mobilização também reforça a aproximação da população com as estratégias de prevenção. Durante as visitas domiciliares e em pontos de grande circulação, os agentes utilizam maquetes e materiais educativos para demonstrar, de forma prática e acessível, os principais locais onde o Aedes aegypti pode se reproduzir dentro das residências.

Para a agente de endemias Fernanda Veríssimo, a educação em saúde é uma importante aliada na prevenção das arboviroses. “Quando as pessoas conseguem visualizar, por meio dos materiais, os possíveis criadouros do mosquito, compreendem melhor os riscos e se tornam mais participativas. A conversa direta facilita a conscientização e incentiva a adoção de novos hábitos dentro de casa.”
Quem participou da ação realizada nesta terça-feira (4), na USF Parque do Sol, aprovou a iniciativa. A dona de casa Cleizimeri Gonçalves, de 36 anos, relatou que foi à unidade para levar a filha, de um ano, ao pediatra, mas a atividade chamou sua atenção.

“Gostei de ver, a gente aprende muito. Graças a Deus, na minha família não tivemos casos de dengue, mas também mantemos tudo sempre limpo. Até mesmo os agentes elogiam. Sempre tomo cuidado, mas quem tem criança precisa ficar em alerta. Eu tenho mais dois filhos, de 7 e 15 anos, então é preciso redobrar a atenção.”

Quem também aprovou a iniciativa foi Kettelyn Caroline de Almeida, de 22 anos. “É interessante porque situações comuns do dia a dia podem favorecer a proliferação do mosquito. A gente aprende a cuidar melhor do quintal. Às vezes, há brinquedos ou outros objetos que acumulam água e nem percebemos. A ação ajuda a lembrar desses cuidados.”
Participação da população
Morador do Bairro Parque do Sol, Osmano Alves da Silva, de 56 anos, também destacou a importância da presença das equipes e do trabalho de orientação realizado pelos agentes.

“Até criamos um laço de amizade, porque estamos sempre conversando. É importante porque eles lembram a população de que esse problema continua existindo. Quando os agentes vêm, prestamos mais atenção aos cuidados e entendemos que cada um precisa fazer a sua parte.”
A Sesau reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da participação de toda a população, já que a maior parte dos focos do mosquito ainda é encontrada dentro dos imóveis. Por isso, a colaboração dos moradores é indispensável para prevenir a proliferação do vetor. A recomendação é reservar pelo menos dez minutos por semana para vistoriar o quintal, eliminar recipientes que possam acumular água, manter as caixas-d’água bem tampadas e realizar a limpeza periódica de calhas e ralos.
Sensação
Vento
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