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Legislativo - MS

Hashioka cobra resultados da Motiva Pantanal sobre BR-163/MS

O deputado estadual Roberto Hashioka (União) participou, nesta quarta-feira, 25, da primeira Reunião de Prestação de Contas Trimestral da concessio...

26/03/2026 16h06
Por: Redação
Fonte: Assembleia Legislativa - MS
Integrante da Comissão de Acompanhamento da Concessão, parlamentar reconhece avanço nas obras e cobra solução para gargalos no Sul do estado e no Anel Rodoviário de Campo Grande
Integrante da Comissão de Acompanhamento da Concessão, parlamentar reconhece avanço nas obras e cobra solução para gargalos no Sul do estado e no Anel Rodoviário de Campo Grande

O deputado estadual Roberto Hashioka (União) participou, nesta quarta-feira, 25, da primeira Reunião de Prestação de Contas Trimestral da concessionária Motiva Pantanal sobre o andamento das obras na BR-163/MS. O encontro foi realizado na Sala de Reuniões da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, e convocado pelo deputado Junior Mochi (MDB), presidente da Comissão Temporária de Representação para Acompanhamento da Concessão da BR-163/MS.

Hashioka integra a comissão desde sua criação e tem sido um dos parlamentares mais ativos na cobrança pelo acatamento do contrato. Ao longo do processo de repactuação, o deputado manifestou preocupação com os termos da negociação e acompanhou de perto as discussões sobre o histórico de descumprimento da concessionária, antes chamada CCR MSVia.

A reunião desta semana é o início da efetivação do compromisso firmado pela Motiva Pantanal em julho de 2025, quando executivos da empresa se comprometeram a prestar contas trimestralmente à comissão da ALEMS.

A concessão contempla 845 quilômetros de extensão, cortando o estado desde Sonora, ao norte, a Mundo Novo, ao sul, passando por 21 municípios. Com prazo remanescente de 29 anos, o contrato otimizado prevê investimento total de R$ 16,5 bilhões ao longo da concessão, sendo mais de R$ 9,3 bilhões destinados diretamente a obras de ampliação e modernização da rodovia — somente em 2026, estão previstos R$ 1,107 bilhão em obras, com continuidade das duplicações em andamento e avanço em novos municípios.

O relatório técnico produzido pela comissão com base nos dados do Verificador Independente aponta retomada efetiva das obras no primeiro trimestre deste ano: foram iniciadas duplicações em Campo Grande e Bandeirantes, ambas com avanço superior ao cronograma, além de implantação de faixas adicionais em Mundo Novo e via marginal em Coxim. As intervenções estruturais realizadas até o momento totalizam aproximadamente 18,8 quilômetros de extensão.

Para Hashioka, o início das obras representa um avanço, mas o ritmo ainda é insuficiente diante da realidade da rodovia. No entanto, o parlamentar destacou o contraste entre a BR-163/MS e as vias de estados vizinhos. "Quem sai de São Paulo, vai para o Paraná ou até ao Mato Grosso encontra pistas duplicadas. Mato Grosso do Sul acaba sendo o 'patinho feio' nessa história", afirmou.

O deputado, no entanto, destacou que pontos críticos seguem sem solução e demandam atenção imediata da concessionária. Os gargalos na região Sul do estado e no Anel Rodoviário de Campo Grande — especialmente nos 25 quilômetros finais da rodovia — concentram ocorrências graves e impactam diretamente a economia local. "Além dos acidentes com vítimas fatais ou que ficam com sequelas, há o prejuízo econômico, com desgaste de pneus, maior consumo de combustível, além de tráfego pesado. Isso é extremamente prejudicial e não pode continuar dessa forma", conclui Hashioka.