Imagina morar em uma cidade repleta de histórias bonitas e marcantes, mas, por conta da correria do dia a dia, não conseguir explorar tudo isso. Pensando nisso, os espaços culturais de Campo Grande passaram por mudanças nos horários de funcionamento, ampliando o acesso e dando a oportunidade para que mais pessoas possam passear pelas histórias da nossa Cidade Morena.
E se a ideia for aproveitar o fim de semana de um jeito diferente, a dica é simples: caminhe pelo Centro e conheça os pontos turísticos
O roteiro pode começar pela Morada dos Baís. O espaço, que antes funcionava apenas de segunda a sexta, agora também abre aos sábados, das 8h às 12h.

Logo na entrada, o visitante se depara com uma escadaria antiga que chama a atenção. Feita de madeira e em um tom de vermelho envelhecido, ela leva ao andar superior, onde ficam os cômodos que um dia abrigaram a família Baís, incluindo o quarto de Lígia Baís.
Ainda no piso térreo, os ambientes que antes recebiam visitas da família hoje dão lugar a salas de exposição e venda de artesanato produzido por artistas da região.
Durante três meses, o passeio guiado estará suspenso por conta de reformas na área do restaurante. Mesmo assim, a visitação às salas de artesanato segue aberta ao público.
Para a professora aposentada Magda Schultz, de 60 anos, visitar o espaço é parada obrigatória.
“Morei anos aqui na cidade, hoje moro fora do país. Vir para Campo Grande e não visitar aqui, sentir o cheiro e a textura desse lugar, é como se eu não tivesse vindo”, conta. Para ela, a ampliação do horário já deveria ter acontecido há muito tempo.



Seguindo pelo Centro, o passeio continua na Plataforma Cultural, também conhecida como Esplanada Ferroviária.

Como o próprio nome indica, o local já foi ponto de chegada e partida de trens, conectando pessoas e histórias. Hoje, o espaço ganhou novos significados e se transformou em um polo cultural.
Por lá, é possível visitar a Galeria de Vidro, onde artistas expõem quadros, esculturas e outras obras. O espaço também abriga ateliês com oficinas e cursos, além de exposições permanentes.
O artista visual Sidney Lemes, de 52 anos, está na Plataforma há 14 anos e destaca o fluxo de visitantes.
“Não são só turistas. Tem muita gente daqui mesmo que ainda não conhece o espaço. Eles chegam curiosos, perguntam, e a gente vai contando a história e como tudo começou”, explica.
Além da galeria, o local reúne a associação dos ferroviários, o Armazém Cultural e, mais recentemente, passou a abrigar a biblioteca do Horto, uma opção completa para quem quer fazer um passeio em família.



O roteiro pelo Centro pode continuar com outros espaços que também tiveram os horários ampliados, como a Casa de Cultura, por exemplo, que agora abre aos fins de semana, das 9h às 12h, além do funcionamento de segunda a sexta, das 9h às 18h.


O Memorial da Cultura Indígena, que fica na região do Tiradentes, também passou por mudanças, com horários ampliados durante a semana e abertura aos fins de semana, das 8h às 12h.


Já o Museu José Antônio Pereira agora funciona inclusive aos fins de semana, das 13h às 17h, permitindo que mais pessoas tenham acesso ao espaço.
Com as mudanças, o Centro de Campo Grande deixa de ser apenas um ponto de passagem e passa a se consolidar como um roteiro cultural acessível.
#ParaTodosVerem: A imagem de capa mostra o relógio central da Avenida Calógeras no coração de Campo Grande